FIA baixou a lei e equipes tiveram que mudar os carros da Fórmula 1

Após o GP da Austrália, que deu início à temporada de 2025 da Fórmula 1, a FIA implementou novos testes de carga para as asas traseiras dos carros. Câmeras foram instaladas para monitorar o comportamento dessas peças nas diferentes equipes, com o objetivo de evitar as controvérsias que marcaram a temporada de 2024.

Nikolas Tombazis, chefe de corridas da FIA, comentou após o segundo fim de semana de corrida, em Xangai: “Tenho esperança de que desta vez será o suficiente“.

Algumas equipes já estavam em conformidade com as novas regras desde o GP da Austrália, conforme indicado pela própria FIA. No entanto, Tombazis revelou que “quatro ou cinco equipes não estavam, e precisaram fazer mudanças antes do GP da China“. A Alpine, por exemplo, já confirmou publicamente que teve que modificar suas asas traseiras.

E quanto à McLaren? A equipe, que já foi alvo de suspeitas sobre o uso de asas flexíveis em 2024, novamente gerou especulações na temporada de 2025. No entanto, não houve comprovação de que a equipe tenha violado as regras. “Não quero comentar sobre equipes individuais”, afirmou Tombazis.

O foco da FIA, segundo Tombazis, é garantir a conformidade geral com as novas regras. “Por isso, continuamos a usar câmeras – para garantir a segurança“, explicou ele. No entanto, Tombazis esclareceu que a palavra “seguro” é complicada de ser utilizada, pois o fenômeno é complexo e difícil de rastrear.

A FIA depende da cooperação das equipes“, afirmou Tombazis. Em alguns casos, o órgão regulador pode pedir acesso aos planos de projeto das equipes. “Às vezes, pedimos para ver como a asa foi laminada e o que foi feito no processo“, disse. No entanto, essa prática é uma exceção.

A principal fonte de verificação são os resultados dos testes de carga, que combinamos com os dados das câmeras. Isso nos ajuda a garantir que não vamos perder nenhum truque“, explicou o chefe da FIA. Ele enfatizou que, por si só, as imagens das câmeras não são suficientes para envolver os comissários esportivos; elas são usadas como base para iniciar investigações mais detalhadas.

Próximos passos que podem ser seguidos

Será que, no futuro, a tecnologia de câmeras será aprimorada? Tombazis se mostrou cauteloso, pois processar todos os dados das câmeras seria um trabalho árduo. “Seria muito trabalhoso analisar todos os dados da câmera a tempo e processar todos os sinais”, afirmou. No entanto, ele reconheceu que essa possibilidade não está descartada, embora envolva um grande esforço.

Independentemente disso, a FIA continua atenta às asas traseiras da F1 e, caso surjam mais suspeitas, “poderíamos reduzir ainda mais os valores-limite“, disse Tombazis. Ele também mencionou que a FIA poderia começar a examinar os mecanismos de DRS com mais detalhes para verificar como estão configurados.

Estamos razoavelmente satisfeitos no momento. Isso não deve ser interpretado como arrogância. As equipes continuam tentando tirar o máximo proveito das regras, e precisamos continuar vigilantes”, acrescentou.

Até que ponto as equipes têm sido transparentes ao realizar as mudanças necessárias? A FIA pode realmente garantir que as equipes não estão explorando áreas cinzentas dos regulamentos com os novos testes de carga? Tombazis sorriu e respondeu: “As equipes sempre jogam esse jogo. Elas não estão lá para fazer caridade. Sempre tentarão obter a maior vantagem possível”.

Do nosso ponto de vista, um carro que passa nos testes da FIA é basicamente legal, a menos que haja mecanismos ocultos ou características não lineares, como temperatura, que não foram previstas nas regras. Nesses casos, nós intervimos.”

Ele concluiu, destacando que, “em princípio, nunca denunciaríamos uma equipe aos comissários se o carro passar nos testes. Mas, especificamente sobre essa questão, as regras nos permitem realizar testes de rigidez adicionais.”

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